Quanto mais detalhes, melhor', diz Bruna Surfistinha para interessados em literatura erótica
Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, volta a
Salvador a trabalho depois de dois anos. Ex-garota de programa,
blogueira e escritora, a loira agora trabalha como DJ em baladas pelo
Brasil e falou, com o Bahia Notícias, sobre a sua relação com os fãs, a
carreira como DJ e a série de TV sobre a sua vida, do canal pago
Fox. Neste sábado (14), Bruna se apresenta na Noite do Veneno, no Tarantino Art Bar, a partir das 22h. "Eu
não imaginava que eu ia fazer tanto sucesso, porque comecei a aparecer
na mídia quando o blog começou a fazer sucesso na internet, eu tinha 19
anos e achava que as pessoas não teriam tanto interesse em minha
história de vida", revelou a ex-participante do reality show A Fazenda
ao Bahia Notícias. Autora de dois livros - "O Doce Veneno do Escorpião —
O Diário de uma Garota de Programa" e "O que Aprendi com Bruna
Surfistinha" -, ela ainda deu conselhos para aqueles que quiserem
começar a contar as suas aventuras sexuais de forma literária. Confira a
entrevista completa com Bruna Surfistinha abaixo:
Qual estilo de música você prefere tocar?
Eu toco eletrohouse. Coisas como David Guetta, Avicii, não só música eletrônica.
E agora a sua história volta a ficar
em evidência com essa nova série da Fox. Você está participando da
produção? Pode falar um pouco para a gente sobre o que os fãs podem
esperar?
Eu não estou participando de maneira direta e não estou autorizada pela
direção para divulgar os detalhes. Mas o que eu posso dizer é que é uma
série que será lançada na Fox e não vai ser com a Deborah Secco, não é
nada relacionado ao filme. Não vamos ter atrizes ou atores do filme, vai
ser um trabalho paralelo. Pelo que eu estou acompanhando, vai ser bem
bacana.
E você imaginava, quando era mais nova, que faria tanto sucesso?
Eu não imaginava que eu ia fazer tanto sucesso, porque comecei a
aparecer na mídia quando o blog começou a fazer sucesso na internet, eu
tinha 19 anos e achava que as pessoas não teriam tanto interesse em
minha história de vida. Nunca tive pretensão de ser conhecida no Brasil
inteiro, tudo aconteceu de uma maneira natural, um trabalho foi puxando o
outro. Não imaginava que o primeiro livro, "O Doce Veneno do Escorpião —
O Diário de uma Garota de Programa", fosse fazer tanto sucesso, fiquei
sabendo que em pouco tempo foram vendidas mais de 200 mil cópias.
E você acabou entrando nesse mundo da literatura com a história
da sua vida, incluindo o período em que você foi garota de programa.
Hoje em dia, esses livros sensuais e eróticos também fazem muito sucesso
por causa da saga Cinquenta Tons de Cinza. Você conseguiu ler os livros
ou ver o filme?
Não vi o filme ainda, mas sei que ele continua em cartaz, então pretendo
ir ver um dia desses. O primeiro livro eu até comecei a ler. Mas eu
tenho algumas amigas que leram os três livros, viram o filme e não
gostaram. Do que elas falaram, eu não me animei muito não.

Foto: Divulgação
Eu acredito que eu seja uma fonte de inspiração. Não precisa ser uma garota de programa, todo mundo tem uma vida sexual ativa. Todo mundo tem pelo menos algumas histórias interessantes para contar. Acho que acabei inspirando muitas mulheres e garotas de programa a contar as suas vidas em um blog, por exemplo.
Para finalizar, você tem alguma dica para quem tem interesse em começar a contar as suas histórias em um blog ou até mesmo publicar um livro?
O meu conselho é: quanto mais detalhes, melhor. É o que mais instiga o leitor. Você não pode ter vergonha, tem que ter coragem. O que mais me ajudou a ter conquistas foi a minha coragem de exposição, foi não se preocupar com a opinião. As pessoas vão comentar, vão falar mal, vão criticar, porque é difícil agradar todo mundo. Você tem que escrever o que tiver vontade, mas esse meio literário é complicado. Publicar um livro não vai ser da noite para o dia, existem pessoas que já mandaram para várias pessoas e não aceitaram. Tem que ter paciência e não pode pensar que vai ficar milionário, a não ser que você seja o Paulo Coelho. Tem que escrever por prazer, mas ter na mente que o livro é um ótimo trabalho para puxar outros. Depois de publicar, a pessoa pode fazer palestras, começar alguma coisa, mas o livro é um bom chamariz.
FONTE: Bahia Notícias
VEJA BAIXA GRANDE, MARCELO BARBOSA JP
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