"Zero vaidosa", Fabíola se diverte com o rótulo de musa das areias.
Modelo fotográfica e membro da Força Aérea, brasiliense de 31 anos afirma que há assédio da torcida, mas com respeito, e que seu namorado "é super tranquilo"
- No começo eu fiquei assustada, porque tem várias meninas lindas no Circuito. Por outro lado, me senti lisonjeada. Adoro esse rótulo, esse título, não tem como mentir nem achar ruim. É legal porque eles começaram como uma brincadeira e peguei para mim. Tem uns torcedores na arquibancada, que já entram gritando. Mas meu namorado é super tranquilo, não se importa com isso. Nunca me trataram com falta de respeito, então é ótimo – relatou a atleta, cujo namorado se chama Hudson.
Além de jogadora de vôlei
de praia, Fabíola é modelo e faz ensaios
fotográficos, apesar de admitir que isso está "em segundo plano" e que,
quando mais nova, estava muito mais ligada a isso. Ela já fez fotos
ligadas ao vôlei, academia e até joalherias, mas nunca
passarela. A morena também é membro da Força Aérea Brasileira. Apesar do
rótulo de musa, Fabíola nega ser
vaidosa. Pelo contrário. A esportista diz que é "como um menino” e não
se
importa muito com cuidados com a beleza. O único item indispensável para
ela é
o protetor solar por conta da exposição diária da pele nos treinamentos e
torneios.
- Me acho muito "esculachada", zero vaidosa. Desde criança minha mãe fica
dizendo: “Fabiola, vem fazer o cabelo!”, quando eu estava brincando no meio da
rua. E eu dizia: “Mãe, que saco, eu quero jogar bola”. Sou bem "menino", sabe?
Faço unha, essas coisas, mas tenho pavor de salão de beleza, pânico total. Só
vou quando precisa ir a casamento, por exemplo.
A morena de 1,75m conta que tudo começou, tanto no esporte quanto na
modelagem, por ideia de sua mãe. A timidez extrema atrapalhava quando criança.
Praticar esportes e fazer fotos no curso de modelo a forçava a interagir com
outras pessoas. Para a atleta, a iniciativa da mãe ajudou. E muito. Ela brinca
que hoje até consegue "dar entrevista tranquilamente".
Antes de jogar na praia, Fabíola fazia ginástica olímpica, mas, por
orientação de uma professora, foi tentar o vôlei de quadra. Jogou dos 10 aos 20
anos, até que um dia foi “brincar” de vôlei na areia em Brasília e soube o que
queria fazer da vida.
- Não tinha pretensão de ser profissional na quadra. Quando pisei na
areia, no meu primeiro contato, me encontrei. A partir dali, larguei de mão e
vim para a praia. Briguei com todo mundo porque minha mãe e toda minha família
não queriam que eu mudasse – lembrou.
No último fim de semana, foi eliminada nas quartas de final da
etapa de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, a penúltima do
Circuito Brasileiro. Antes disso, contudo, teve uma importante vitória sobre as
irmãs Maria Clara e Carol na repescagem. Esse triunfo deixou Larissa e Talita
com a mão no título da temporada. O caneco foi confirmado depois que as
veteranas bateram as jovens Duda e Carolina Horta. E, mais tarde, a principal dupla brasileira do momento levou a etapa pernambucana. VEJA BAIXA GRANDE, MARCELO BARBOSA JP
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