Sob comoção, bailarino é enterrado, e amigos falam em crime de homofobia
Reinaldo Pepê, integrante do Balé Folclórico, foi achado morto em pensão.
'Ele só foi mais um na lista', diz diretor artístico; polícia apura motivação.
O crime
Reinaldo Pepê Santos foi encontrado morto na pensão onde alugava um quarto e morava sozinho, no bairro do Barbalho, na manhã de domingo (15). Vizinhos informaram à polícia que o bailarino, que morava há seis meses no local, foi visto várias vezes acompanhado do mesmo rapaz, que, no domingo, pouco antes das 5h da manhã, deixou a pensão com os pés sujos de sangue, e com um celular e um notebook nas mãos. Ele se apresentou pela última vez na noite de sábado (14), no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Amigos do balé disseram ao diretor da companhia que Reinaldo estava tranquilo. "Após o nosso espetáculo diário lá no Pelourinho, ele que estava programado para sair para uma boate com os amigos acabou desistindo porque estava sentindo uma contusão na perna e achou melhor ir para casa descansar. A partir daí, a notícia que se tem é a de que alguém da vizinhança o viu acompanhado de uma pessoa. Na realidade, essa mesma pessoa que saiu pela manhã carregando um notebook e celular", disse Vavá Botelho, diretor-geral do Balé Folclórico da Bahia. De acordo com ele, Reinaldo não aparentava estar com medo ou assustado na hora da apresentação.
Vavá Botelho lamentou as situações de violência vividas por representantes da cultura da Bahia. "Tivemos a grande perda de Augusto Omolú, nas mesmas circunstâncias. E agora com Reinaldo. Isso tudo é fruto de um mundo violento que a gente está vivendo. A dança, a arte em geral, com esse tipo de coisa que acontece", lamentou o diretor artístico.
FONTE: G1 BAHIA
VEJA BAIXA GRANDE, MARCELO BARBOSA JP
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