Depois de Camaçari, moradores de Buerarema relatam coceira intensa
Sintomas de manchas avermelhadas na pele e coceira foram registrados.
Sem diagnóstico de dengue ou chikungunya, médicos buscam diagnóstico.
Segundo os médicos, o conjunto de sintomas que as pessoas apresentam não é compatível com casos de dengue ou da febre chikungunya. "Os casos que nós estamos diagnosticando de febre só após quatro, cinco dias, não é o típico de dengue. Dengue geralmente vem com a febre desde o início", comenta o médico Hélio Vidal.
A Secretaria de Saúde de Buerarema disse que os exames enviados para o Laboratório Central em Salvador não indicaram nenhuma nova doença. "A gente está colhendo, de segunda a sexta, sorologia, encaminhando as notificações. Há um cuidado, há um zelo muito grande. A gente espera que venha informações e orientações mais precisas por parte da Dires [Diretoria Regional de Saúde] e da Sesab [Secretaria Estadual da Saúde]", relata Sara Spínola, coordenadora de Controle e Avaliação. A Sesab disse que está acompanhando os casos, mas ainda não tem um resultado definitivo do que pode estar causando o problema.
As suspeitas
A Vigilância Epidemiológica e a Secretaria de Saúde de Camaçari apontam duas hipóteses para explicar a doença que tem acometido os moradores: roséola e parvovírus-B19, cujos sintomas combinam com os apresentados pelas pessoas que procuraram as unidades de saúde do município.
Entre os sintoma destacam-se pintas, dores e coceira pelo corpo. De acordo com o diretor da Vigilância Epidemiológica de Camaçari, Celso Joélio, até o dia 24 de março, 39 casos da doença ainda não diagnosticada foram registrados oficialmente na cidade. Amostras de sangue coletadas de alguns pacientes foram enviadas para laboratórios do Paraná e Rio de Janeiro. "Não há na Bahia laboratórios apropriados para fazer o diagnóstico da roséola e do parvovírus-B19, por isso faremos os exames fora do estado", afirma. A Secretaria de Saúde de Camaçari diz que as pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para serem orientadas.
FONTE: G 1 BAHIA
VEJA BAIXA GRANDE, MARCELO BARBOSA JP
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